Turismo e Iberoamérica: una agenda empresarial para la prosperidad compartida
El turismo constituye uno de los vínculos económicos y empresariales más sólidos entre España e Iberoamérica. Conecta personas y culturas, moviliza inversiones, genera empleo e impulsa infraestructuras y cadenas de valor. Sobre una historia compartida y estrechos vínculos culturales, se ha consolidado una relación que ofrece oportunidades de desarrollo a ambos lados del Atlántico.
La internacionalización de grupos hoteleros, compañías aéreas, operadores, agencias de viajes y empresas tecnológicas españolas ha contribuido a modernizar destinos y profesionalizar la actividad turística en la región. Al mismo tiempo, las empresas españolas han encontrado mercados dinámicos, talento y nuevas experiencias empresariales. Esa reciprocidad debe ser el punto de partida de una cooperación más ambiciosa.
El contexto exige avanzar. La incertidumbre geopolítica, la inflación, el aumento de los costes empresariales y la volatilidad energética inciden sobre la conectividad, los flujos turísticos y la rentabilidad. A ello se suman la inteligencia artificial, los cambios en la demanda, la necesidad de atraer y retener talento y la adaptación al cambio climático. Competir requiere anticipación, productividad, inversión y seguridad jurídica.
La cooperación iberoamericana puede ayudar a afrontar estas transformaciones mediante el intercambio de conocimiento y, sobre todo, el desarrollo de proyectos conjuntos. España aporta experiencia en planificación, gestión de destinos, innovación y colaboración público-privada; los países iberoamericanos, capacidades empresariales, diversidad territorial y modelos de desarrollo de los que también podemos aprender. El objetivo debe ser generar resultados tangibles, no limitarse a compartir buenas prácticas.
La inversión es el vínculo entre competitividad empresarial, sostenibilidad y desarrollo territorial. Renovar establecimientos, modernizar infraestructuras, mejorar la conectividad, incorporar tecnología y adaptar los destinos a fenómenos climáticos extremos exige recursos públicos y privados. La sostenibilidad no es solo una cuestión ambiental: también es resiliencia económica y capacidad de crecimiento futuro. Para movilizar capital se necesitan estabilidad regulatoria, acceso a la financiación y marcos de colaboración público-privada viables a largo plazo.
Esta transformación debe traducirse en oportunidades para los territorios. El éxito turístico no se mide únicamente en visitantes, sino también en inversión, empleo, actividad económica y bienestar de las comunidades locales. Los destinos más competitivos serán los que integren las expectativas de los viajeros, las necesidades de los residentes y la viabilidad de las empresas. La movilidad, la vivienda, los servicios públicos y la preservación del patrimonio forman parte de esa gestión. Identidad, cultura, gastronomía y legado son, además, activos esenciales para diferenciar la oferta.
Una agenda empresarial iberoamericana del turismo
Sobre estas bases, proponemos avanzar hacia una agenda de cooperación articulada en cinco ejes:
1. Conocimiento. Crear redes entre empresas, organizaciones empresariales, instituciones y destinos para compartir experiencias, desarrollar inteligencia turística, anticipar tendencias y mejorar la toma de decisiones.
2. Inversión. Impulsar alianzas empresariales y proyectos de modernización, conectividad, renovación de la oferta y adaptación climática, con financiación adecuada, seguridad jurídica y colaboración público-privada.
3. Talento. Promover formación conjunta, capacitación tecnológica, intercambio de conocimiento y reconocimiento de competencias para atraer, desarrollar y retener profesionales cualificados.
4. Innovación. Facilitar la adopción de inteligencia artificial, datos y automatización para elevar la productividad, mejorar la experiencia del viajero y extender la transformación digital a las pymes.
5. Sostenibilidad y desarrollo territorial. Compartir modelos de planificación y gestión que preserven los recursos naturales y culturales, refuercen la resiliencia y compatibilicen bienestar local y actividad empresarial.
Las empresas deben ocupar un lugar central en esta agenda por su capacidad de invertir, innovar, internacionalizarse y generar empleo. Es necesario reforzar el diálogo con las organizaciones empresariales, reducir barreras innecesarias y aprovechar la complementariedad entre grandes compañías y pymes para facilitar su participación en las cadenas de valor y el acceso a nuevos mercados.
España e Iberoamérica disponen de una relación empresarial consolidada y de capacidades complementarias. Convertirlas en una ventaja competitiva compartida requiere visión de largo plazo, cooperación institucional y proyectos concretos. Porque el futuro del turismo iberoamericano no se construirá únicamente atrayendo más visitantes, sino creando más valor, fortaleciendo nuestras empresas y haciendo de cada destino una oportunidad de desarrollo compartido.
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Turismo e Ibero-América: uma agenda empresarial para a prosperidade partilhada
Inmaculada Benito | diretora de Turismo, Cultura e Desporto da CEOE
O turismo constitui um dos laços económicos e empresariais mais sólidos entre a Espanha e a Ibero-América. Liga pessoas e culturas, mobiliza investimentos, gera emprego e impulsiona infraestruturas e cadeias de valor. Com base numa história partilhada e em laços culturais estreitos, consolidou-se uma relação que oferece oportunidades de desenvolvimento em ambos os lados do Atlântico.
A internacionalização de grupos hoteleiros, companhias aéreas, operadores, agências de viagens e empresas tecnológicas espanholas contribuiu para modernizar destinos e profissionalizar a atividade turística na região. Ao mesmo tempo, as empresas espanholas encontraram mercados dinâmicos, talento e novas experiências empresariais. Essa reciprocidade deve ser o ponto de partida para uma cooperação mais ambiciosa.
O contexto exige que se avance. A incerteza geopolítica, a inflação, o aumento dos custos empresariais e a volatilidade energética afetam a conectividade, os fluxos turísticos e a rentabilidade. A isto acrescentam-se a inteligência artificial, as mudanças na procura, a necessidade de atrair e reter talento e a adaptação às alterações climáticas. Competir requer antecipação, produtividade, investimento e segurança jurídica.
A cooperação ibero-americana pode ajudar a enfrentar estas transformações através da partilha de conhecimentos e, sobretudo, do desenvolvimento de projetos conjuntos. A Espanha contribui com experiência em planeamento, gestão de destinos, inovação e colaboração público-privada; os países ibero-americanos, com capacidades empresariais, diversidade territorial e modelos de desenvolvimento com os quais também podemos aprender. O objetivo deve ser gerar resultados tangíveis, não se limitando à partilha de boas práticas.
O investimento é o elo entre a competitividade empresarial, a sustentabilidade e o desenvolvimento territorial. Renovar estabelecimentos, modernizar infraestruturas, melhorar a conectividade, incorporar tecnologia e adaptar os destinos a fenómenos climáticos extremos exige recursos públicos e privados. A sustentabilidade não é apenas uma questão ambiental: é também resiliência económica e capacidade de crescimento futuro. Para mobilizar capital, são necessárias estabilidade regulatória, acesso ao financiamento e quadros de colaboração público-privada viáveis a longo prazo.
Esta transformação deve traduzir-se em oportunidades para os territórios. O sucesso do turismo não se mede apenas em visitantes, mas também em investimento, emprego, atividade económica e bem-estar das comunidades locais. Os destinos mais competitivos serão aqueles que integrarem as expectativas dos viajantes, as necessidades dos residentes e a viabilidade das empresas. A mobilidade, a habitação, os serviços públicos e a preservação do património fazem parte dessa gestão. A identidade, a cultura, a gastronomia e o legado são, além disso, ativos essenciais para diferenciar a oferta.
Uma agenda empresarial ibero-americana para o turismo
Com base nisto, propomos avançar para uma agenda de cooperação articulada em cinco eixos:
1. Conhecimento. Criar redes entre empresas, organizações empresariais, instituições e destinos para partilhar experiências, desenvolver inteligência turística, antecipar tendências e melhorar a tomada de decisões.
2. Investimento. Impulsionar alianças empresariais e projetos de modernização, conectividade, renovação da oferta e adaptação às alterações climáticas, com financiamento adequado, segurança jurídica e colaboração público-privada.
3. Talento. Promover a formação conjunta, a capacitação tecnológica, o intercâmbio de conhecimentos e o reconhecimento de competências para atrair, desenvolver e reter profissionais qualificados.
4. Inovação. Facilitar a adoção da inteligência artificial, dos dados e da automatização para aumentar a produtividade, melhorar a experiência do viajante e alargar a transformação digital às PME.
5. Sustentabilidade e desenvolvimento territorial. Partilhar modelos de planeamento e gestão que preservem os recursos naturais e culturais, reforcem a resiliência e conciliem o bem-estar local com a atividade empresarial.
As empresas devem ocupar um lugar central nesta agenda devido à sua capacidade de investir, inovar, internacionalizar-se e gerar emprego. É necessário reforçar o diálogo com as organizações empresariais, reduzir barreiras desnecessárias e tirar partido da complementaridade entre grandes empresas e PME para facilitar a sua participação nas cadeias de valor e o acesso a novos mercados.
A Espanha e a Ibero-América dispõem de uma relação empresarial consolidada e de capacidades complementares. Transformá-las numa vantagem competitiva partilhada requer uma visão de longo prazo, cooperação institucional e projetos concretos. Porque o futuro do turismo ibero-americano não se construirá apenas atraindo mais visitantes, mas criando mais valor, fortalecendo as nossas empresas e tornando cada destino numa oportunidade de desenvolvimento partilhado.
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